Quando o termômetro dispara, o brasileiro ativa um modo de sobrevivência que mistura criatividade, resignação e muito bom humor. Este manual não oficial reúne as estratégias mais clássicas.
A primeira regra é disputar o lugar perto do ventilador como se fosse uma final de campeonato. Quem chega primeiro ganha o trono, e os demais se contentam com a brisa morna que sobra.
A segunda é descobrir que o banho gelado dura exatamente o tempo de se enxugar, porque logo depois o suor volta com força total. Mesmo assim, há quem tome três ou quatro por dia, sempre com a mesma esperança.
A terceira envolve a geladeira, que vira um destino turístico visitado a cada quinze minutos. Ninguém quer nada específico, apenas sentir aquele ar frio no rosto por alguns segundos.
Também é tradição reclamar do calor em voz alta para qualquer pessoa disponível, mesmo que ela esteja sentindo exatamente a mesma coisa. Frases como “hoje está pior que ontem” funcionam como cumprimento oficial.
Brincadeiras à parte, beba bastante água, use protetor solar e evite o sol forte no meio do dia. O bom humor ajuda muito, mas a hidratação é que garante a sobrevivência de verdade.