Para muitos brasileiros, o primeiro videogame de verdade não foi um console nem um computador, e sim o próprio celular. Essa realidade ajudou a criar uma cultura gamer vibrante, que vai da fila do ônibus às competições transmitidas ao vivo.
Um dos motivos é o custo: consoles e PCs potentes ainda representam um investimento alto para boa parte das famílias. O smartphone, por outro lado, já está no bolso e serve para trabalhar, estudar e, claro, jogar.
Os jogos gratuitos também tiveram um papel enorme nesse crescimento. Eles permitem que qualquer pessoa experimente um título sem gastar nada e decida depois se quer investir em itens opcionais.
Outro ingrediente é o jeito brasileiro de jogar, sempre social e barulhento. Partidas viram assunto no grupo da família, rendem memes e criam amizades que começam no chat e terminam no churrasco.
Os criadores de conteúdo locais fortaleceram ainda mais esse movimento ao narrar partidas com humor e gírias que todo mundo entende. Com isso, o jogo mobile deixou de ser visto como passatempo menor e ganhou status de entretenimento principal.
O futuro aponta para partidas cada vez mais competitivas e comunidades cada vez mais organizadas. E tudo isso cabe na palma da mão.